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"Mutilação genital feminina pode acabar"

A fundadora da ONG Safe Hands for Girls recebeu, na última sexta-feira, em Lisboa, ao lado do Presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, e do eurodeputado francês Damien Carême, o prémio Norte-Sul do Conselho da Europa. "As jovens como eu não chegam aqui. Lêem sobre nós. Mas não nos conhecem", explica Jaha Dukureh.

Voz forte e segura, a fundadora da ONG Safe Hands for Girls nasceu na Gâmbia, em 1989, sobreviveu à mutilação genital feminina e foi forçada a casar aos 15 anos.

Dukureh garante que tanto a mutilação genital feminina como os casamentos infantis forçados são "práticas que podem terminar. A escravatura também era uma tradição e acabou. Podemos acabar com a mutilação genital feminina".