Cidadãos em quarentena na Barra do Kwanza passam para Calumbo

Pelos menos sete cidadãos que estão a cumprir o período de quarentena de 14 dias, no centro da Barra do Kwanza, em Luanda, serão transferidos esta quarta-feira para o centro do Calumbo, anunciou hoje (terça-feira), o secretário de Estado para Área da Saúde Pública, Franco Mufinda.

O governante, que falava em conferência de imprensa, no âmbito do Plano de Contingência do Coronavírus da Comissão Inter-ministerial de Angola, justificou que essa medida visa esvaziar e preparar o centro da Barra do Kwanza, para dedicar-se, exclusivamente, no atendimento de eventuais casos de Covid-19 no país.
 
Reforçou que o centro de Calumbo, com capacidade para 250 camas, contra 100 da Barra do Kwanza, vai continuar a gerir os casos de quarentena.
 
Avançou que até ao momento pelos menos 120 cidadãos, maioritariamente chineses residentes, ainda se encontram em quarentena, nos dois centros de Luanda.
 
Segundo o secretário de Estado, a quarentena é direccionada apenas aos cidadãos angolanos e estrangeiros residentes em Angola provenientes da China, Irão, Coreia do Sul e Itália, países com maior índice de infecções (transmissão comunitária).
 
Lembrou que todos os cidadãos em quarentena são submetidos a um teste, antes de receber a respectiva alta.
 
Além dos dois estabelecimentos de quarentena, o Governo angolano prevê a abertura do terceiro centro específico para atender eventuais casos das empresas petrolíferas no país.
 
Medidas de restrição
 
Na ocasião, a fonte reafirmou que, no âmbito das medidas de restrição, Angola mantém a proibição da entrada de cidadãos estrangeiros não-residentes, vindos dos quatro países que registam a circulação do vírus nas comunidades (transmissão comunitária).
 
Enquanto isso, afirmou, os cidadãos provenientes de outros países com menor índice de transmissão (transmissão local) continuarão a entrar em Angola, sem serem submetidos ao período de quarentena, assumindo um relativo risco de contágio.
 
"Os cidadãos provenientes de países que têm o controlo da doença apresentam menor risco de contágio, mas, ainda assim, vamos continuar a acompanhar atentamente a evolução do número de casos de Covid-19 em outros países, como Portugal e África do Sul, que também podem entrar na lista de restrições, caso se mantenha acelerado o nível de contaminação", sublinhou.
 
Entretanto, augurou a possibilidade de retirar a China da lista de países com cidadãos proibidos a entrar em Angola, tendo em conta a redução do número de casos de pessoas infectadas, nos últimos dias.
 
A China registou nesta terça-feira (10) o menor número diário de novos casos de Coronavírus desde que o país asiático começou a divulgar dados oficiais do surto, em 20 de Janeiro, segundo contagem da Associated Press.
 
Em comunicado, a Comissão Nacional de Saúde da China informou o registo de 19 novos casos e 17 novas mortes em decorrência do coronavírus na segunda-feira.
 
Com isso, o total de pessoas infectadas pela doença na China continental chegou a 80 mil e 754 e o número de óbitos subiu para três mil e 136.
 
A nível mundial, a epidemia, que começou na cidade de Wuhan (China), em Dezembro último, já infectou mais de cem mil pessoas e matou mais de três mil, incluindo uma morte em África (Egipto).
 
Além de Egipto, Argélia, Camarões, Marrocos, Nigéria, Senegal, África do Sul, Togo e Tunísia também já registaram casos de coronavírus em África.


FONTE/ANGOP

 
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Categoria:Internacional

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