Transbordo do rio Kwanza limita fornecimento de água em Luanda

A capacidade de tratamento e fornecimento de água à província de Luanda tem estado limitada, nos últimos dias, devido ao transbordo do rio Kwanza, resultante das enchentes que causam a turvação da água.
 
A informação foi prestada hoje (sexta-feira), pelo Presidente do Conselho de Administração da EPAL, Fernando Cunha, referindo que o transbordo do rio faz com que a água arraste toda matéria orgânica que encontra ao longo do sistema Luanda Sudeste e, consequentemente, a turvação do líquido, afectando significativamente a capacidade de bombagem e tratamento de água que seria necessária para a capital do país.
 
Segundo o gestor, nesta altura, o abastecimento não é dos melhores, mas é regular.
 
Para evitar tais situações, entende ser necessário gizar com urgência outros projectos de captação, tratamento e distribuição de água, sendo que alguns já vão com atraso de 16 anos e estão entretanto desajustados à real demanda da província, como é o caso do projecto do Bita.
 
Actualmente, a EPAL produz um terço do que Luanda precisa (500 mil metros cúbicos/dia), muito aquém das necessidades, estimadas em um milhão e meio de metros cúbicos, o que demonstra a urgência de se investir em outros projectos para resposta à procura.
 
Fernando Cunha disse que estas limitações têm igualmente implicações na capacidade de arrecadação de receitas da empresa, cifrada em 860 milhões/mês em 2019, valor muito abaixo do que se deseja. A isso, acrescenta-se as dívidas, grande parte da mesma de instituições públicas.
 
Diante deste quadro e face às necessidades de investimentos em novos projectos, a EPAL está a realizar  campanhas de cobrança coerciva e de negociação da dívida.

FONTE/ANGOP

Categoria:Nacional

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