Protestos populares repetem-se na capital angolana

A Polícia Nacional nega o envolvimento de qualquer dos seus elementos no tiro fatal que tirou a vida a um homem de 56 anos, na Av. 21 de Janeiro, em Luanda, na noite de sábado para, Domingo, que levou ao protesto de centenas de pessoas que voltaram a cortar o trânsito naquela via, com recurso a pneus e contentores de lixo em chamas.


Foi já em plena madrugada de domingo que as forças de segurança conseguiram repor a ordem na Av. 21 de Janeiro, depois de uma situação de grande alvoroço naquela artéria, sendo que este é mais um episódio com esta justificação - a morte de uma pessoa com o alegado envolvimento de agentes da PN -, este ano, na cidade de Luanda.

No entanto, o director do gabinete de Comunicação do Ministério do Interior, intendente Mateus Rodrigues, já veio garantir que o disparo que vitimou mortalmente o cidadão na Avenida 21 de Janeiro partiu de um dos grupos envolvidos nos confrontos.

Isto, porque, ainda segundo o oficial, a polícia foi para o local numa primeira fase devido à denúncia de confrontos entre grupos rivais na zona, tendo a vítima, um homem de 56 anos que passava no local, sido atingido, alegadamente, por uma bala perdida, disparada durante os confrontos.


A polícia encotrou o corpo, ainda segunda Mateus Rodrigues, citado pela Angop, de João Mutala na via pública quando os primeiros elementos chegaram ao local.

Após ter sido reposta a ordem - a situação de caos durou várias horas e foi sendo, como nas anteriores situações, tanto nesta avenida, como no Sambizanga, acompanhada por vídeos, fotos e comentários ao minuto nas redes sociais, foi possível verificar, na área dos protestos, entre a áreas denominadas Padaria e a Cabina, um vasto rasto de destruição, com viaturas destruídas e bens públicos e privados severamente danificados.

FONTE/NJ

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