Governo esclarece sobre projecto Bairro dos Ministérios

O Governo angolano esclareceu, nesta quarta-feira, que o Projecto do Centro Político Administrativo, no futuro Bairro dos Ministérios, será executado com recursos financeiros de investidores privados. A explicação foi prestada pelo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, em reacção às críticas da sociedade em relação ao Projecto de construção do Bairro dos Ministérios, apresentado dia 23 do corrente.


Defende que este Projecto não entra nos Projectos de Investimentos Públicos (PIP) do Orçamento Geral do Estado durante a fase de construção, porque será realizado com financiamento ao investidor privado e não ao Estado. Tavares de Almeida esclarece que caberá ao Estado disponibilizar o terreno infraestruturado ao investidor, tarefa a ser executada, em cumprimento do Despacho Presidencial nº.19/19 de 8 de Fevereiro.


Explicou que o valor de USD 344.007.625, a ser pago em 7 anos, inclui o realojamento das populações e a infraestruturação do terreno com redes de esgotos, drenagem, água, electricidade e telecomunicações. O valor inclui igualmente arruamentos, parques de estacionamento e zonas verdes, bem como as estações de transformação de energia, de tratamento de água e de esgotos. De acordo com o ministro, a crítica gerada à volta da iniciativa a ser construída na Praia do Bispo, província de Luanda, que a aponta como um projecto de luxo, “não corresponde à verdade”.

O Governo defende que se registaram alguns excessos negativos na abordagem do tema, com manifestações de falta de urbanidade e honestidade intelectual, por parte de alguns analistas. “É mera especulação considerar um luxo a construção de edifícios com condições tecnológicas e adequadas para a funcionalidade dos ministérios”, referiu. Considerando que “embora distante da costa marítima, as edificações do projecto também beneficiarão da vista para o mar, como são as demais edificações daquela região, nomeadamente, o Palácio Presidencial, a Assembleia Nacional, o Mausoléu Dr. António Agostinho Neto, entre outros”.

FONTE/ANGOP

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