Seca no Cunene: População precisa de 30 mil toneladas de alimentos por mês

O governador do Cunene, Vigílio Tyova, alertou que o Cunene precisa de 30 mil toneladas mensais de alimentos para acudir, pelo menos, 700 mil pessoas afectadas pela seca. Em declarações à imprensa após a primeira reunião da Comissão de Acompanhamento da Situação de Emergência resultante da seca e de carências alimentares da população do Sul do país, realizada em Luanda, Tyova avançou que, até agora, foi possível angariar 997 toneladas de alimentos diversos, alertando, no entanto, que são necessárias, no mínimo, 30 mil toneladas de alimentos por mês.


“Isto é manifestamente insuficiente, se considerarmos que o Cunene tem cerca de 800 mil pessoas afectadas. Se dividirmos estas toneladas pelos cinco meses, dá 22 toneladas por mês. Estas, distribuídas pelas 20 comunas, resultam em cerca de duas toneladas por comuna”, esclareceu Vigílio Tyova. “Do que recebemos até agora, ainda nem sequer atingimos as mil toneladas, Isto incluindo o esforço do Estado e de entidades privadas. Estamos muito longe das necessidades que a província precisa”, sublinhou.

Sobre a problemática da água, disse, os meios também continuam insuficientes, apesar de existirem 20 mil camiões-cisterna e 400 reservatórios espalhados na província. “Ainda assim, estas unidades não são suficientes”, afirmou Vigílio Tyova, acrescentando que, à insuficiência, junta-se o problema dos acessos. “Os camiões chegam apenas até onde é possível. Antes do programa, a província contava apenas com dois camiões”, disse.


Para minimizar o problema da água, o governador lembrou que já foram realizados e cumpridos os procedimentos de concurso e depois de o Ministério das Finanças ter efectuado o pagamento total às empresas. Mas, Vigílio Tyova esclareceu que “uma coisa é a reabilitação de 171 furos, que já existem, embora com uma ou outra avaria, outra é a abertura de novos. Os 171 furos representam uma média de 28 por cada um dos seis municípios que compõem a província. A par da reabilitação, está em curso um programa de abertura de 180 novos furos, numa altura em que decorrem os procedimentos para apurar as empresas para o concurso. “O que está em curso é a reabilitação dos furos e não abertura. Se no fim deste processo tivermos 150 furos dentro de 15 dias ou um mês, vai se aumentar a capacidade de fornecimento de água, que ao se juntarem às cisternas, vai permitir que os reservatórios móveis sejam recolocados em zonas mais afastadas”, concluiu.

FONTE/ NOVAGAZETA

Categoria:Nacional