Archer Mangueira diz que “há dinheiro suficiente para combate à seca no Cunene”

Numa visita, Archer Mangueira disse que dos 3.9 mil milhões de Kwanzas disponibilizados até ao momento foram somente gastos 40 por cento do total do valor.

Assim sendo, realçou que estão disponíveis, actualmente, 60 por cento do valor global direccionado às acções emergênciais de maneira acudir a população afectada pela seca, daí que deslocou-se ao Cunene para com o governo local agilizar e dinamizar o uso dos recursos existentes em benefícios dos atingidos pela estiagem.

O ministro sublinhou que os níveis de execução do plano de emergências estão abaixo do desejável, razão pela qual há uma equipa do Ministério das Finanças e técnicos locais a trabalhar no Cunene para que as verbas autorizadas possam ser utilizáveis sem prejuízo das observação do que está definido por lei.

O governante reiterou a necessidade de maior engajamento de todos os intervenientes no processo, para que as acções programadas tenham, de facto, o carácter de emergência, a fim de mitigar o efeito da falta de água que tem sido, nos últimos meses, um calvário  para a população e os animais.

Já, o governador do Cunene, Vigílio Tyova, disse que as acções em curso visam aumentar a capacidade de resposta do processo de capacitação, transportação, distribuição armazenamento de água para as populações nas zonas rurais, através de camiões cisterna e colocação de reservatório.

Informou que, nesta primeira fase, pretende-se diminuir a distância estimada em 30 a 20 quilómetros que às populações percorrem para adquirirem água.

Por sua vez, o secretário provincial do Governo do Cunene, Domingos Wango, que apresentou o quadro técnico actual, disse que foram já adquiridos 10 camiões cisternas de 20 mil litros cada e 25 tanques de água galvanizado de alta temperatura com capacidade para 10 mil litros cada.

De igual modo, foram adquiridos seis viaturas Kamazes, recuperados  nove  camiões e material de perfuração de água subterrânea.

O ministro das Finanças esteve no Cunene durante algumas horas e manteve encontro com os membros da comissão de combate à seca e visitou as instalações do hospital municipal do Cuanhama mas já regressou a Luanda.

A seca no Cunene já  afectou 857 mil e 443 pessoas, de um total de 171.488 famílias e 907 mil e 572 cabeças de gado, desde Outubro de 2018 até presente data. Durante o referido período, morreram 26 mil e 267 animais, entre gado bovino, caprino e suíno.

FONTE/ANGOP

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