Huíla promove concurso para ingressos na Saúde

Um concurso público para admissão de cinco médicos assistentes e 16 enfermeiros foi aberto na província da Huíla, no âmbito da implementação de novas áreas e melhorias da oferta de serviços do Hospital Central Dr. António Agostinho Neto.



Para o concurso, que decorre até ao dia 15, os candidatos a médico assistente devem ter especialidade em nefrologia, cuidados intensivos, medicina interna, cardiologia, cirurgia geral, gastrenterologia, oncologia médica ou cirúrgica. 
O concurso visa ainda o ingresso de dois técnicos superiores de 2ª classe e um de 3ª classe, 11 maqueiros, oito técnicos médios de enfermagem, três técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e dois oficiais administrativos.
A abertura do concurso ocorre quase um mês depois de a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, ter visitado a província para avaliar o sector, tendo garantido elevar, em seis meses, os serviços para parâmetros internacionalmente exigidos. “Às vezes há condicionalismos financeiros que atrasam a implementação dos programas, mas estamos optimistas por haver sensibilidade do titular do Poder Executivo, que tem dado um apoio muito grande à Saúde”, realçou.
A ministra reconheceu, na altura, que o défice de recursos humanos é dos principais problemas que afecta o sector em todas as províncias. “Fizemos um diagnóstico sobre os recursos humanos e tentámos colocar os quadros segundo as necessidades de cada província”, disse, garantindo regularidade de concursos públicos no sector da saúde para suprir as necessidades.

Mortes por tuberculose

A província com maior taxa de mortalidade, associada à tuberculose, no país, segundo a ministra da Saúde, que prometeu, com o Governo Provincial da Huíla, encontrar soluções para que a curto prazo se tenha as preocupações resolvidas nesta vertente, “quer a nível de laboratórios, quer a nível de radiologia, por serem partes fundamentais de diagnóstico para a tuberculose”.
Sílvia Lutucuta defendeu que o Programa de Combate à Tuberculose “deve ser afinado” para a definição de melhor estratégia, em função dos trabalhos de expansão dos serviços à periferia. 
“O programa deve ser acompanhado da capacidade de diagnóstico. Hoje temos dificuldades. Por exemplo, aqui no Lubango, o aparelho de raio X do Hospital Sanatório não está a funcionar”, disse Sílvia Lutucuta. 
A ministra da Saúde, que não revelou os números, esclareceu que os doentes com tuberculose “vão ao hospital tardiamente e, em muitos casos, já em estado terminal”.

FONTE/ JA

Categoria:Nacional

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