Lava Jato” pode chegar em Angola

O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, disse na, quinta-feira (08), que irá investigar os negócios do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) que, considerou, terem sido usado para financiar ilegalmente obras na América Latina e África.
“Reafirmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que este é um anseio de todos”, escreveu na rede social Twitter.

Durante o Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido por corrupção, e a sua sucessora Dilma Rousseff, destituída em 2016 por irregularidades fiscais, o BNDES financiou dezenas de operações de empresas brasileiras na América Latina e em África.

Na sua campanha, Bolsonaro frisou a necessidade de investigar empresas brasileiras que realizaram obras no exterior com dinheiro do BNDES, com ênfase especial nas que construíram em Cuba e Venezuela, cujos governos ele reconhece como sendo ditaduras comunistas de esquerda.

Em Angola, o BNDES financiou a exportação de bens e serviços de engenharia de empresas brasileiras que foram usados na construção da Barragem Hidrelétrica de Laúca, Barragem Hidrelétrica de Cambambe, Projeto “Vias de Luanda”, Praça da Paz em Luena, Programa de Realojamento das Populações no Zango, Estrada Catata-Lóvua. Isto é, entre 1998 e 2016, o BNDES financiou 3,4 mil milhões de dólares, dos quais 2,3 mil milhões de dólares já foram pagos.

No brasil, a Justiça Federal condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Marcelo Odebrecht, Taiguara Rodrigues – sobrinho de Lula, e mais oito pessoas por um suposto esquema de desvios envolvendo a empreiteira e liberação de verbas do BNDES para obras em Angola. Aos acusados são imputados os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa.

Em Angola, nunca foi aberta nenhuma investigação. Resta saber, se as autoridades angolanas, irão colaborar com as autoridades brasileiras para uma investigação da forma como foi usada os financiamento feito pelo banco público brasileiro.

As principais empresas brasileiras que receberam financiamento do BNDES em Angola foram a Odebrecht, Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

Categoria:Nacional

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