Novo escândalo de Trump envolve contratos milionários com Angola

A ligação do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao empresário Elliott Broidy - um dos grandes financiadores da sua campanha - tornou-se o mais recente escândalo associado ao homem forte da Casa Branca, acusado de "facilitar" contratos de segurança milionários, num processo em que o nome do ex-ministro da Defesa e actual Presidente de Angola vem a lume.

 
Quanto vale uma fotografia com o Presidente do apregoado país mais poderoso do mundo? Para o empresário Elliott Broidy, dono da firma Circinus - que fornece serviços de segurança para vários Governos, incluindo o americano - esta é uma pergunta para centenas de milhões de dólares.
 
De acordo com uma investigação publicada pelo The New York Times, Broidy, que foi um dos principais financiadores da corrida de Donald Trump à Casa Branca, celebra acordos milionários com a "facilitação" do Presidente dos EUA.
 
O processo, segundo revelam documentos citados pelo diário americano, inclui convites para eventos com acesso privilegiado ao Chefe de Estado, como jantares, galas e inaugurações. O jornal adianta, por exemplo, que numa dessas ocasiões, o líder parlamentar do Partido Social Democrata da Roménia, Liviu Dragnea, posou junto de Trump e publicou a foto nas redes sociais como uma prova das boas relações com os EUA.
 
 
O episódio, de capitalização do presidente americano como trunfo político, deverá render à Circinus contratos militares de mais de 200 milhões de dólares com o Governo romeno, escreve o New York Times.
 
 
A publicação adianta que o "isco Trump" também foi lançado a Angola, no âmbito de um negócio avaliado em 64 milhões de dólares.
 
 
"Numa carta datada de 3 de Janeiro de 2017, e enviada por email para oficiais de topo do Governo angolano, Broidy indicava que procedia ao envio de um convite para as celebrações da inauguração da Presidência de Trump, bem como de uma proposta para a Circinus fornecer serviços de segurança a Angola", avança a publicação de Nova Iorque.
 
 
Contrato de 64 milhões de dólares com Angola e o convite a JLO para ficar no resort de Trump
 
 
Na mensagem, dirigida a João Lourenço, então ministro da Defesa, Broidy pressionava pelo envio do documento que selaria o acordo de 64 milhões de dólares - válido por cinco anos - até 9 de Janeiro.
 
 
"Três dias antes da inauguração [da Presidência de Trump], os angolanos efectuaram um pagamento de 6 milhões de dólares à Circinus", adianta o New York Times.
 
 
O jornal acrescenta, citando fontes próximas do empresário, que o pagamento feito por Angola ficou dois milhões de dólares abaixo do combinado diferença que o americano não se coibiu de ir cobrando.
 
 
Pelo caminho, o aliado de Donald Trump não parou de "acenar" o incentivo presidencial.
 
 
João Lourenço foi inclusivamente convidado para o resort que o líder americano possui na Florida - o Mar-a-Lago -, mas nunca respondeu, avança o diário nova-iorquino.
 
 
Apesar do silêncio angolano, Broidy reiterou o convite cerca de um mês mais tarde.
 
 
A proposta deixava em aberto as vantagens decorrentes da aceitação. "Vários preparativos foram feitos para receber a sua visita, incluindo reuniões adicionais no Capitólio e no Departamento do Tesouro", escreveu o empresário.
 
 
Apesar da prestabilidade, o dono da Circinus deixou bem claro que é um homem de negócios.
 
 
"Por favor, proceda ao pagamento imediatamente", escreveu, recordando ao então ministro João Lourenço que Angola mantinha uma dívida à sua empresa.
 
 
Já com JLO empossado Presidente da República, Broidy voltou à carga, disponibilizando-se para promover uma maior aproximação entre Luanda e Washington, facilitando encontros com o Presidente Trump e o seu vice Mike Pence.
 
 
As abordagens, escreve o New York Times, continuaram sem resposta de João Lourenço e sem pagamentos adicionais por parte de Angola.Quanto vale uma fotografia com o Presidente do apregoado país mais poderoso do mundo? Para o empresário Elliott Broidy, dono da firma Circinus - que fornece serviços de segurança para vários Governos, incluindo o americano - esta é uma pergunta para centenas de milhões de dólares.
 
 
De acordo com uma investigação publicada pelo The New York Times, Broidy, que foi um dos principais financiadores da corrida de Donald Trump à Casa Branca, celebra acordos milionários com a "facilitação" do Presidente dos EUA.
 
 
O processo, segundo revelam documentos citados pelo diário americano, inclui convites para eventos com acesso privilegiado ao Chefe de Estado, como jantares, galas e inaugurações. O jornal adianta, por exemplo, que numa dessas ocasiões, o líder parlamentar do Partido Social Democrata da Roménia, Liviu Dragnea, posou junto de Trump e publicou a foto nas redes sociais como uma prova das boas relações com os EUA.
 
O episódio, de capitalização do presidente americano como trunfo político, deverá render à Circinus contratos militares de mais de 200 milhões de dólares com o Governo romeno, escreve o New York Times.
 
A publicação adianta que o "isco Trump" também foi lançado a Angola, no âmbito de um negócio avaliado em 64 milhões de dólares.
 
"Numa carta datada de 3 de Janeiro de 2017, e enviada por email para oficiais de topo do Governo angolano, Broidy indicava que procedia ao envio de um convite para as celebrações da inauguração da Presidência de Trump, bem como de uma proposta para a Circinus fornecer serviços de segurança a Angola", avança a publicação de Nova Iorque.
 
Contrato de 64 milhões de dólares com Angola e o convite a JLO para ficar no resort de Trump
 
Na mensagem, dirigida a João Lourenço, então ministro da Defesa, Broidy pressionava pelo envio do documento que selaria o acordo de 64 milhões de dólares - válido por cinco anos - até 9 de Janeiro.
 
"Três dias antes da inauguração [da Presidência de Trump], os angolanos efectuaram um pagamento de 6 milhões de dólares à Circinus", adianta o New York Times.
 
O jornal acrescenta, citando fontes próximas do empresário, que o pagamento feito por Angola ficou dois milhões de dólares abaixo do combinado diferença que o americano não se coibiu de ir cobrando.
 
Pelo caminho, o aliado de Donald Trump não parou de "acenar" o incentivo presidencial.
 
João Lourenço foi inclusivamente convidado para o resort que o líder americano possui na Florida - o Mar-a-Lago -, mas nunca respondeu, avança o diário nova-iorquino.
 
Apesar do silêncio angolano, Broidy reiterou o convite cerca de um mês mais tarde.
 
A proposta deixava em aberto as vantagens decorrentes da aceitação. "Vários preparativos foram feitos para receber a sua visita, incluindo reuniões adicionais no Capitólio e no Departamento do Tesouro", escreveu o empresário.
 
Apesar da prestabilidade, o dono da Circinus deixou bem claro que é um homem de negócios.
 
"Por favor, proceda ao pagamento imediatamente", escreveu, recordando ao então ministro João Lourenço que Angola mantinha uma dívida à sua empresa.
 
Já com JLO empossado Presidente da República, Broidy voltou à carga, disponibilizando-se para promover uma maior aproximação entre Luanda e Washington, facilitando encontros com o Presidente Trump e o seu vice Mike Pence.
 
As abordagens, escreve o New York Times, continuaram sem resposta de João Lourenço e sem pagamentos adicionais por parte de Angola.

FONTE: NJ
Categoria:Internacional

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